Revê Circulaire

Simon com sua marca Siroco, criou um texto sincero sobre sua inspiração para os desenhos e círculos, confira:

O Sirocco é um vento intenso do deserto do Saara, impetuoso e seco. Ele sopra sobre o norte da Àfrica do Sul do mar Mediterrâneo, às vezes durante longos dias. Leva consigo finos grãos de areia que envolvem o ar numa luz dourada e rosada.

O siroco é esse vento que nos trouxe todos nós a um mesmo lugar: São Paulo. Ele viaja pelos ares como pelos sonhos, tomando formas de circulos rabiscados no papel. Sua cor é aodo sol brasileiro, aquele que meima nossa pele de outubro a fevereiro. O siroco é um vento diverso como nós: filhos do mundo, das línguas e das nações.

Entre São Paulo, Paris, Marselha, Taiwan, o siroco viaja. Filhos cosmopolitas, em constante movimento. Suas ideias têm várias nacionalidades, diferentes entonações, mas sempre a mesma mensagem. Simon - Nathan - Alyssa - Chloé.

No papel, os sonhos tomam forma de círculos, formas abstratas, mas cheias de sentido.

O círculo é uma palavra, mas também um convite ao amiaginário.

Então, os Traços surgem, se insinuando e se fixando. Eles vêm até nós, trazidos pelo sorpo do siroco.

A ideia nasceu numa tarde ordinária em uma sala de aula, e cresceu no quarto de Simon, embalada ao som da bossa nova.

Da criação do grupo à busca pelo tecido, entre papéis, dúvidas e recomeços, o sonho foi tomando forma, círculo após círculo.

Ainda somos crianças, crianças do mundo.

Mas essa paixão não tem idade e nem fronteiras.

A paixão pelo desenho, a paixão pelo sonho - aquela que arde, que sacode, que nos impulsiona a criar mesmo quando tudo parece incerto.

Talvez caminhemos no descompasso, entre o caos e o traço do lápis.

Mas afinal, a paixão é sempre um pouco caótica.

@sirocco_officiel

De 22 de novembro 2025 a 13 de dezembro de 2025

Espaço República
Avenida São Luis, 86 | 5º andar
São Paulo - SP

O artista francês Simon Casbas apresenta sua primeira exposição individual, reunindo 50 obras inéditas que revelam um universo onírico onde formas circulares, luz e sombra constroem paisagens íntimas.
Suas obras nascem desse território fragmentado entre sonho e memória — um lugar ao mesmo tempo familiar e estranho, onde o artista é mestre e espectador de suas próprias emoções.

Rêve Circulaire convida o visitante a entrar nesse refúgio sensível, onde traços se movem em múltiplas direções e dão corpo ao que habita silenciosamente dentro de nós.

Artista: Simon Casbas